Brasil representa mais de 10% do mercado mundial de moda praia, e grifes adotam novas estratégias para crescer
Neste verão, além de biquínis, maiôs e sungas para serem usados na época mais esperada do ano, será comum encontrar outras peças nas gôndolas das lojas do segmento. Cangas, sacolas, sandálias e demais acessórios fazem agora parte da lista de itens da moda praia, setor que ganhou maior abrangência de conceito e espaço comercial nos últimos anos
O Brasil demorou um pouco até absorver essa nova ideia de moda praia e, aliada à melhora do poder aquisitivo das mulheres brasileiras, a expectativa é que o setor cresça a cada ano movido por novidades da moda”, afirma Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit)
Lucro à beira-mar
Por aqui, as empresas do segmento estão adaptando seus negócios a novas tendências. E, com a concorrência mais acirrada, vale de tudo para chamar a atenção dos clientes. A Rosa Chá é um bom exemplo disso. Antes tida apenas como fornecedora de peças de banho, a marca dobrou sua produção este ano, com a inclusão em seu portfólio de lingerie, bolsas, acessórios, roupas e calçados (inclusive jaquetas e botas).
Cerca de 5 milhões de reais foram investidos pela empresa na abertura de lojas da marca. “Sabíamos que existia uma forte demanda no mercado por peças como essas, mas não supríamos porque estávamos focados apenas em biquínis”, diz Ronaldo Mattos, diretor executivo da Rosa Chá. “As lojas serão uma vitrine de todos os novos produtos de maior valor agregado”.
Outra marca tradicional de biquínis no país, a Salinas, também resolveu focar seus esforços em inovação. “Hoje, investimos 30% de nosso faturamento em novos negócios que incluem produtos que compõem o conceito moda praia e vão além das peças de banho”, diz Jacqueline de Biase, estilista da Salinas.


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